
Di seguito il testo della canzone Conhaque , artista - Nerve con traduzione
Testo originale con traduzione
Nerve
«- Sabe que o público gosta muito de si, que o adora.»
«- Tá bem mas porque também não compreende a gente
Porque as letras agora, o público, as letras que se cantam, não, não interessa
Não interessa porque não sabem apreciar o trabalho do poeta
Até dizem: „Hey, isto é tão grande“.
Eu oiço „Uma letra tão grande“.»
Por esta altura é, ou devia ser, já sabido
Que não estou mesmo a tentar ser construtivo ou educativo com isto
Enquanto artista, hesitações criativas prendem-se, antes de mais,
com o tamanho do meu… ego
A título de exemplo:
Será que hoje devo encarnar um complexado de orgulho ferido ou um megalomaníaco
de nariz endeusado?
Talvez ambos, em aleatórios intervalos intercalados e pontuais espasmos de
escrita furiosa:
Asco, asno, gosma
Raios partam esta filha da procrastinação que me atormenta
Pego numa caneta e descarrego os nervos nesta que me parece ser a mais eficaz
forma de violência
Concedo existência a quase bonitas frases, admita-se
Eu, um nada.
Um nadinha narcisista de imaginação fértil e vincados ideais
niilistas
Se estas paredes falassem, eu não precisaria de visitas
Um dia concretizar-se-á o meu plano
E os teus netos hão-de gabar-se por seres meu contemporâneo
Não ligues, sofro ataques espontâneos de sucesso efémero
Que plantam ideias de glória megalómana no meu cérebro
A sério, eu tento não pensar nisso, mas
Confesso que às vezes não consigo disfarçar a ligeira sensação de que existem
por aí lunáticos que me impingem às pessoas e explicam porque é que eu sou o
máximo
Explica-me
Conhaque
Eu estou a gastar a tenra idade, numa de ver passar as horas até bater à porta
a minha
Eu olho para a minha dignidade, numa de: tu és uma pêga encantadora
Eu levava-te daqui para fora, mas tu adoras essa vida
Resta-me somente lamentar não poder ir só levitando
Em vez de ter de rastejar por velhas ruas de desniveladas linhas tais
Que nem os mais espampanantes pimpões, ilustres sabichões, escapam ao tropeção
na calçada
Tem tão mais graça a desgraça de um nobre, mui nobre senhor, numa cena de
humilhação na praça
Momentânea aproximação a nós:
A merda, merdita, a escória desonrada, estropiada escumalha
Acendo o próximo cigarro com a ponta deste cigarro
E o seguinte com a ponta do próximo
Se tudo correr como planeado, depois disso estou sedado
O suficiente para voltar para o ócio
Eu sou o ópio em Pessoa
Isto aqui é fixe e não fatela.
Compensa o mal que diz pelo bem que soa
Tão bem que soa.
Eu e todos, quem destoa?
Sei que estou a morder o isco mas chego à tona vitorioso, como um peixe que voa
A sério, eu ando a desperdiçar papéis de boa qualidade quando devia era estar a
escrever na carne aquilo que eu sei de coisas
Oiçam só o Verne que existe em Nerve, o verme do verbo, mero servo
Corvo no meu ombro diz-me: «escreve»
Por detrás da expressão facial drunfada, demência ferve
«Ouve, este gajo deve…» (Quê?) «…perder noites nesta merda.»
Achas que transparece?
Esplêndido
— Nerve, andas a fazer muitos filmes e a sair pouco
Eu sei que ela te deixou mas, ouve, na vida, não é tudo gajas
— A cabra cravou memórias nestas paredes
Não sei se morro ou mudo de casa
«- Sai che piaci molto al pubblico, che ti adorano.»
«- Va bene, ma perché anche tu non ci capisci
Perché i testi ora, il pubblico, i testi che vengono cantati, no, non importa
Non importa perché non sanno apprezzare l'opera del poeta
Dicono anche: "Ehi, questo è così grande".
Sento "una lettera così grande".»
Ormai è, o dovrebbe essere, già noto
Che non sto davvero cercando di essere costruttivo o educativo con questo
Come artista, le esitazioni creative sono, prima di tutto,
con le dimensioni del mio... ego
Per esempio:
Dovrei oggi incarnare un complesso di orgoglio ferito o un megalomane
con il naso divinizzato?
Forse entrambi, a intervalli casuali intervallati e spasmi occasionali di
scrittura furiosa:
repulsione, asino, melma
Accidenti a questa figlia dell'indugio che mi tormenta
Prendo una penna e scarico i miei nervi in questa, che mi sembra la più efficace
forma di violenza
Concedo l'esistenza a frasi quasi belle, ammettilo
Io, un niente.
Un pezzo narcisistico di fertile immaginazione e forte ideali
nichilisti
Se questi muri potessero parlare, non avrei bisogno di visite
Un giorno il mio piano si avvererà
E i tuoi nipoti si vanteranno di essere miei coetanei
Non importa, soffro di attacchi spontanei di effimero successo
Che piantano idee di gloria megalomane nel mio cervello
Seriamente, cerco di non pensarci, ma
Confesso che a volte non riesco a mascherare le lievi sensazioni che ci sono
pazzi là fuori che mi rifilano alle persone e spiegano perché sono il
massimo
Mi spieghi
Brandy
Trascorro la mia giovane età con il dovere di passare le ore finché non busso alla porta
il mio
Guardo la mia dignità, in uno di: sei una figa affascinante
Ti porterei fuori di qui, ma tu ami questa vita
Mi resta solo da rimpiangere di non poter andare solo a levitare
Invece di dover strisciare per vecchie strade con linee irregolari come
Che nemmeno i magnaccia più appariscenti, illustri sapientoni, sfuggano all'inciampo
sul marciapiede
Molto più divertente è la disgrazia di un nobile, nobilissimo signore, in una scena di
umiliazione in piazza
Approccio momentaneo a noi:
Merda, merda, feccia caduta in disgrazia, feccia paralizzata
Accendo la prossima sigaretta con la punta di questa sigaretta
E il successivo con il suggerimento del successivo
Se tutto va come previsto, dopo sono sedato
Abbastanza per tornare all'ozio
Io sono l'oppio in Persona
Questo è bello e non noioso.
Compensa il cattivo che dice per il buono che suona
Suona così bene.
Io e tutti gli altri, chi è diverso?
So che sto mordendo l'esca, ma ne esco vittorioso, come un pesce volante
Seriamente, sto sprecando documenti di buona qualità quando avrei dovuto
scrivi nella carne ciò che so delle cose
Basta ascoltare il Verne che esiste in Nerve, il verme del verbo, semplice servitore
Corvo sulla mia spalla mi dice: «scrivi»
Dietro l'espressione del viso confusa, la demenza ribolle
«Senti, questo tizio deve...» (Cosa?) «...perde notti con questa merda.»
Pensi che si veda?
Splendida
— Nerve, hai fatto molti film e sei uscito poco
So che ti ha lasciato ma, ascolta, nella vita, non sono tutte ragazze
— La capra ha scolpito ricordi in queste pareti
Non so se muoio o mi trasferisco da casa
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